Ao chegarmos ao campus havia um circo armado onde aconteceriam os shows e
outras atrações durante os cinco dias de congresso. Havia vários stands
espalhados por toda parte. Provavelmente eram as demonstrações dos trabalhos
produzidos ou em vias de produção científica. Não havia muita gente, pois
acontecera durante o dia e a noite era reservada ao lazer, ou shows, mais
especificamente.
Das cinco pessoas que foram no carro, dois foram para outro canto e
ficamos eu, meu amigo e sua namorada. Estava rolando um som pesado e pouca
gente permanecia ao redor do palco.
Ficamos um tempo, os três procurando mais algum conhecido e então chegou
um colega de curso nos convidando para um evento paralelo, onde aconteceriam
discussões de gênero mais filosófico e artístico, sem o arsenal que o congresso
dispunha, voltando para o questionamento da produção científica e sua real
contribuição para a melhoria da sociedade e da qualidade da vida humana.
Interrogações que seriam levantadas por um grupo de estudantes da área de
humanas, ciências sociais, filosofia, arte e literatura, no ensejo de levantar
discussões de forma crítica sobre informações que são dadas como verdadeiras.
Haveria espaços abertos para debates, apresentações teatrais, performances,
música, dança, poesia e vídeos. Como era a nossa área e o convite partiu de um
colega, não poderíamos deixar de conferir, mesmo porque havia pouca gente ali e
o show estava bem desanimado. Deduzimos que o que procurávamos poderia estar lá.
Saímos do circo e pegamos um caminho alternativo. A casa ficava na última rua,
ao lado de um bosque.
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