quarta-feira, 7 de maio de 2014

  
Ao chegarmos ao campus havia um circo armado onde aconteceriam os shows e outras atrações durante os cinco dias de congresso. Havia vários stands espalhados por toda parte. Provavelmente eram as demonstrações dos trabalhos produzidos ou em vias de produção científica. Não havia muita gente, pois acontecera durante o dia e a noite era reservada ao lazer, ou shows, mais especificamente.
Das cinco pessoas que foram no carro, dois foram para outro canto e ficamos eu, meu amigo e sua namorada. Estava rolando um som pesado e pouca gente permanecia ao redor do palco.
Ficamos um tempo, os três procurando mais algum conhecido e então chegou um colega de curso nos convidando para um evento paralelo, onde aconteceriam discussões de gênero mais filosófico e artístico, sem o arsenal que o congresso dispunha, voltando para o questionamento da produção científica e sua real contribuição para a melhoria da sociedade e da qualidade da vida humana. Interrogações que seriam levantadas por um grupo de estudantes da área de humanas, ciências sociais, filosofia, arte e literatura, no ensejo de levantar discussões de forma crítica sobre  informações que são dadas como verdadeiras.
Haveria espaços abertos para debates, apresentações teatrais, performances, música, dança, poesia e vídeos. Como era a nossa área e o convite partiu de um colega, não poderíamos deixar de conferir, mesmo porque havia pouca gente ali e o show estava bem desanimado. Deduzimos que o que procurávamos poderia estar lá. Saímos do circo e pegamos um caminho alternativo. A casa ficava na última rua, ao lado de um bosque. 

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