domingo, 29 de abril de 2012

                         Tecnologia, cultura e educação

       Ano passado participei de um curso, na verdade um estudo que chamamos " prática audiovisual na sala de aula. Por fim, acabei relacionando essas práticas à "tecnologia, cultura e educação",  nessa ordem, pois entendi que estão totalmente interligadas. A tecnologia é um avanço da humanidade.Desde o advento da fotografia, das imagens em movimento, que o homem busca esse avanço tecnológico.
      A ementa do curso aborda exatamente os conceitos para os quais devemos nos voltar em busca dessa tão urgente "inclusão digital". Devemos estar atentos às mídias e sermos capazes de fazer leituras críticas, saber selecionar e organizar conteúdos, uma vez que dispomos de uma gama imensa de produtos, tanto no que diz respeito às ferramentas quanto às produções.
     A preocupação dos autores com relação à questão mercadológica é muito pertinente. Devemos estar atentos para não nos tornarmos vítimas das exigências de mercado.  No "ensaio sobre a educação á distância no Brasil", da autora Maria Luiza Belloni, me chamou a atenção a questão dos "bolsões tecnificados", onde as desigualdades podem ser ainda mais agravadas com os avanços tecnológicos, colocando desafios imensos para a educação no que diz respeito à construção da subjetividade, desenvolvimento crítico e senso estético de educadores e educandos, uma vez que estamos todos envolvidos neste processo.
      Interssante a escolha do texto selecionado nos parâmetros curriculares. A  arte   tem o poder de sensibilizar, de desenvolver a subjetividade, a estética e a consciência crítica. É, na minha opinião, a arma mais poderosa que dispomos, sobretudo nessa era em que o homem se vê ameaçado pela máquina.
   
   

domingo, 15 de abril de 2012


                            Pirenópolis , 15 de abril de 2012

Excelentíssimo Senhor Ministro,

         Venho através desta, por intermédio da EAD (ensino a distância), tratar de assuntos relacionados à inclusão digital, tema de extrema seriedade no momento, visto que a inclusão digital não é somente o acesso aos equipamentos mas também toda a problemática que envolve seu uso de forma apropriada e consciente, de modo que funcionem a nosso favor,   contribuindo com a nossa formação e nossa independência através dos benefícios que a cultura digital proporciona.
            Gostaria de comentar a propósito de uma entrevista do Sr. Ministro Fernando Haddad, em que ele disse que nós professores, a princípio, deveríamos fazer o arroz com feijão bem feito para impulsionar a educação. Isso foi a  algum um tempo, creio que no início de sua primeira gestão.  Lembro-me que era um momento delicado  e que medidas urgentes eram necessárias, questões presentes até o momento.
           A inclusão digital pressupõe certas medidas relativa s à educação.  Precisamos preparar nossas crianças com o sentimento de cidadania,  de consciência  crítica, valores humanos e até questões estéticas, pois  somos  enxovalhados  com produtos  culturais que são verdadeira afronta ao bom gosto  e à inteligência.
            É necessário medidas que diminuam os abismos da desigualdade social para que os mesmos não sejam ainda mais acentuados  com a exclusão digital, pois bem sabemos que vivemos a era do conhecimento e da informação e esses são pressupostos básicos para o progresso da sociedade. Sabemos ainda que esses recursos facilitam o acesso do cidadão ao mercado de trabalho e ao exercício da cidadania.
           Vivencio questões muito peculiares na cidade em que exercito minha função de educadora, pois trata-se de uma cidade turística. Os moradores  se deparam  com pessoas de diversas partes do mundo e sentem-se acuados. Os jovens são muito desinteressados pelo conhecimento e vivem um deslumbramento tecnológico, ao qual o acesso é muito facilitado. Em contrapartida não tem uma visão crítica a propósito de produções culturais, pois não participam  nem mesmo se interessam  pelo que a cidade oferece de interessante, como a feira literária(FLIPIRI), Canto da primavera, entre outras oportunidades que acabam acuando o morador, pois a presença do turista é massiva nesses momentos.
            Compreendo,  Senhor Ministro, o quão delicada é a questão da Educação, pois ela é sem dúvida o pilar fundamental de uma sociedade  desenvolvida.  Sei quantos desafios enfrentam os envolvidos nesse processo; na verdade, todos são envolvidos.
           Não sei se Vossa Excelência lerá esta carta que pretende chegar a vossas mãos, mas espero que políticas eficazes sejam desenvolvidas sem interrupção para que o processo avance. Desejo sabedoria e tranquilidade para que possas cumprir a missão que vos foi destinada.

                                                   Com respeito,
                                                               Profª  Márcia Jardim