Tecnologia, cultura e educação
Ano passado participei de um curso, na verdade um estudo que chamamos " prática audiovisual na sala de aula. Por fim, acabei relacionando essas práticas à "tecnologia, cultura e educação", nessa ordem, pois entendi que estão totalmente interligadas. A tecnologia é um avanço da humanidade.Desde o advento da fotografia, das imagens em movimento, que o homem busca esse avanço tecnológico.
A ementa do curso aborda exatamente os conceitos para os quais devemos nos voltar em busca dessa tão urgente "inclusão digital". Devemos estar atentos às mídias e sermos capazes de fazer leituras críticas, saber selecionar e organizar conteúdos, uma vez que dispomos de uma gama imensa de produtos, tanto no que diz respeito às ferramentas quanto às produções.
A preocupação dos autores com relação à questão mercadológica é muito pertinente. Devemos estar atentos para não nos tornarmos vítimas das exigências de mercado. No "ensaio sobre a educação á distância no Brasil", da autora Maria Luiza Belloni, me chamou a atenção a questão dos "bolsões tecnificados", onde as desigualdades podem ser ainda mais agravadas com os avanços tecnológicos, colocando desafios imensos para a educação no que diz respeito à construção da subjetividade, desenvolvimento crítico e senso estético de educadores e educandos, uma vez que estamos todos envolvidos neste processo.
Interssante a escolha do texto selecionado nos parâmetros curriculares. A arte tem o poder de sensibilizar, de desenvolver a subjetividade, a estética e a consciência crítica. É, na minha opinião, a arma mais poderosa que dispomos, sobretudo nessa era em que o homem se vê ameaçado pela máquina.
domingo, 29 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Pirenópolis , 15 de abril de 2012
Excelentíssimo
Senhor Ministro,
Venho
através desta, por intermédio da EAD (ensino a distância), tratar de assuntos
relacionados à inclusão digital, tema de extrema seriedade no momento, visto
que a inclusão digital não é somente o acesso aos equipamentos mas também toda
a problemática que envolve seu uso de forma apropriada e consciente, de modo
que funcionem a nosso favor,
contribuindo com a nossa formação e nossa independência através dos
benefícios que a cultura digital proporciona.
Gostaria de comentar a propósito de
uma entrevista do Sr. Ministro Fernando Haddad, em que ele disse que nós
professores, a princípio, deveríamos fazer o arroz com feijão bem feito para
impulsionar a educação. Isso foi a algum
um tempo, creio que no início de sua primeira gestão. Lembro-me que era um momento delicado e que medidas urgentes eram necessárias,
questões presentes até o momento.
A inclusão digital pressupõe certas
medidas relativa s à educação. Precisamos
preparar nossas crianças com o sentimento de cidadania, de consciência crítica, valores humanos e até questões
estéticas, pois somos enxovalhados com produtos culturais que são verdadeira afronta ao bom gosto e à inteligência.
É necessário medidas que diminuam
os abismos da desigualdade social para que os mesmos não sejam ainda mais
acentuados com a exclusão digital, pois
bem sabemos que vivemos a era do conhecimento e da informação e esses são
pressupostos básicos para o progresso da sociedade. Sabemos ainda que esses
recursos facilitam o acesso do cidadão ao mercado de trabalho e ao exercício da
cidadania.
Vivencio questões muito peculiares
na cidade em que exercito minha função de educadora, pois trata-se de uma
cidade turística. Os moradores se
deparam com pessoas de diversas partes
do mundo e sentem-se acuados. Os jovens são muito desinteressados pelo
conhecimento e vivem um deslumbramento tecnológico, ao qual o acesso é muito
facilitado. Em contrapartida não tem uma visão crítica a propósito de produções
culturais, pois não participam nem mesmo
se interessam pelo que a cidade oferece
de interessante, como a feira literária(FLIPIRI), Canto da primavera, entre
outras oportunidades que acabam acuando o morador, pois a presença do turista é
massiva nesses momentos.
Compreendo, Senhor Ministro, o quão delicada é a questão
da Educação, pois ela é sem dúvida o pilar fundamental de uma sociedade desenvolvida. Sei quantos desafios enfrentam os envolvidos
nesse processo; na verdade, todos são envolvidos.
Não sei se Vossa Excelência lerá
esta carta que pretende chegar a vossas mãos, mas espero que políticas eficazes
sejam desenvolvidas sem interrupção para que o processo avance. Desejo
sabedoria e tranquilidade para que possas cumprir a missão que vos foi
destinada.
Com respeito,
Profª Márcia Jardim
Assinar:
Postagens (Atom)