quarta-feira, 31 de julho de 2013

Circuito Câmera Cotidiana

                     

      Estamos experimentando uma semana muito empolgante e enriquecedora. O Circuito Câmera Cotidiana é demais. Quantas coisas incríveis estou tendo a oportunidade de conhecer e aprender! Com o  tempo espero poder absorver tantas informações e ampliá-las. O audiovisual é um universo ao qual faço parte como seleta consumidora. Não tenho vistas boas para o grande número de sons e imagens que são oferecidas; penso que isso me privilegia pois tenho que escolher bem o que consumo; não sou aberta a tudo, realmente, sou criteriosa. 
    A galera do Câmera é bem bacana. Temos visto produções relevantes no universo das mídias alternativas,  podendo aguçar nosso senso crítico com relação às produções de massa, geralmente com interesses políticos por trás, além de padrões pré-estabelecidos.  Isso nos oferece  possibilidades de ampliar e enriquecer o olhar.
      Este curso, a meu ver, deveria fazer parte da  formação de professores. Além de aprender a lidar com as ferramentas, precisamos também aprender a lidar com a nossa realidade de forma mais ampla, mais crítica e mais consciente. As novas mídias são cruciais para a compreensão da nossa realidade  devido à complexidade do  momento histórico em que vivemos.
       Mas escrever um romance me parece bem mais fácil que produzir um filme! rsrsrsrsrs.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

redenção: romance em três atos p.2

       Não pretendo iniciar com pessimismos. Pelo contrário, precisamos manter o otimismo e a esperança diante de qualquer obstáculo. É o alimento mais saudável para o espírito. O pessimismo é o prenúncio da derrota.
       Em tempos onde a esperança é já a última, não podemos esperar sua certidão de óbito. Mesmo o caso sendo já tão grave, ainda assim é preciso continuar tentando prolongar sua existência.
       Mudar de vida, sacudir a poeira e começar tudo de novo é um grande risco e pode ser um caminho sem volta. Temos o privilégio da constância, da estabilidade, quando vivemos em solo cujas raízes são profundas. Uma vez em solo novo, estamos à mercê de erros e imprevistos, nos tornamos presa fácil das desconfianças e dos acasos. O solo pode não ser muito fértil e o adubo para prepará-lo pode ser insuficiente.
      A luta pela sobrevivência possibilita, por outro lado, nos aproximarmos de entidades invisíveis, uma necessidade quase desesperada de sentir a presença de Deus, ou dos deuses, anjos, santos ou magos e duendes, ter uma proteção superior, segura, mais forte do que tudo que nossos sentidos podem alcançar.
       Nunca é em vão cultivar a esperança, alimentá-la, perseverar, acreditar, correr riscos, se reerguer e recomeçar quantas vezes for possível e necessário, mesmo que represente, para o momento, uma preparação para nossas futuras gerações.
        O que justifica abandonarmos nossas raízes profundas e nos aventurarmos em terras longínquas e estranhas, sabendo que encontraremos tantas barreiras, tantas dificuldades, correndo o risco de voltarmos envergonhados como um filho pródigo depois de todos os perigos que enfrentamos?
        O ser humano traz dentro de si um misterioso desejo de conquistar. O novo é um desafio eminente e a segurança do antigo lar muitas vezes traz a sensação de atrofiamento. Talvez as perspectivas não atendam mais as expectativas e as novas necessidades. É preciso buscar novos horizontes. É próprio da natureza humana; uma natureza cigana ou a luta pela sobrevivência talvez justifique todos os riscos.