domingo, 25 de novembro de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012


Mídias, liberdade e dominação
                                                             Márcia Jardim

       Resumo: Este trabalho tem como objetivo mostrar a influência da mídia no modo de vida das pessoas, desde a cultura de massa até o advento da internet. De como os donos da tv aberta exercem o controle das mídias e dominam  o mercado de telecomunicações, ditando o modo de ser e de viver segundo padrões por ela estabelecidos.

      .Introdução
    O controle das mídias está concentrado nas mãos de uma minoria. Lula afirma em entrevista que "dez famílias são donas da mídia no Brasil". A rede globo mantém a liderança, entrando todos os dias em 90% das casas brasileiras, ditando os modos de ser, ditando a moda, elegendo políticos segundo seus interesses e fabricando os ídolos que irão seduzir o público a viver segundo os padrões globais.
    Essas influências chegam até nós através de novelas, propagandas e programas de auditório. Em toda a programção, somos bombardeados com propagandas que estimulam o consumismo desenfreado e ditam nosso modo de viver. Segundo a psicóloga Marisa Sanabria,¹ "a propaganda está dirigida a subjetividade e ao imaginário social(...). Consumir vai preencher todas as nossas ambiguidades e nossas inquietações". A também psicóloga Maria de Fátima Nassif² completa: "o grande mote da publicidade hoje são estilos de vida e valores(...) é o que eu quero ser e o que eu quero ter(...) contribuindo para a construção(...) e prevalência do consumismo(...)".
Desenvolvimento
        O surgimento da internet, das mídias independentes, é uma possibilidade de exercício de liberdade. Aconteceu em Brasília nos dias 9 e 10 o Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias, debatendo experiências, avanços e limitações de processos regulatórios de radiodifusão e telecomunicações, discutindo "os desafios e oportunidades na nova era da digitalização".
          A possibilidade de mudanças é mencionada por Eurico Viana em artigo da revista Carta capital:
                 Em relação à realização de tarefas e resolução de problemas, essa mudança, que já está em andamento, vai minar o poder de instituiçõe hierárquicas(...).(VIANA, 2012)
               Entretanto, o acesso facilitado aos meios de comunicação não resolve o problema da comunicação e o livre exercício do pensamento muito menos assegura uma visão mais crítica da realidade. Thomas Wood Jr. em artigo publicado também na revista Carta Capital, faz uma afirmação já constatada pelos espíritos mais atentos:
  "vivemos em uma sociedade vazia de grandes ideias(...). É          paradoxal pensar que nossa era, com seus gigantescos aparatos de pesquisa e desenvolvimento, o acesso facilitado a informações(...) não seja capaz de gerar ideias revolucionárias, como aquelas desenvolvidasem outros tempos por Einstein, Freud ou Marx.(WOOD Jr. 2012).
Conclusão
       O desenvolvimento tecnológico e o acesso facilitado a informação não significam garantia de um exercício democrático, livre, do conteúdo que dispomos. A informação deve ser processada e assimilada de modo que seja um instrumento de libertação, tanto social quanto individual.
        Se nos mantermos assujeitados diante do bombardeio de inovações e não soubermos utilizar esses instrumentos a nosso favor, o abismo social se tornará muito mais profundo do que o que vivemos atualmente.
      Porém, o instrumento essencial para o exercício da liberdade é a educação. Com um plano que atinja a todas as camadas sociais, podemos deixar o deslumbramento de lado e exercermos nossa consciência crítica, nossa liberdade de escolha, nossos valores culturais, sem a imposição de valores estéticos unificados que nos despersonaliza individual e culturalmente.
   


        Linguagens, mídias, dimensão estética e subjetividade
                                                                                                   Márcia Jardim

    Quando se institui a inserção da literatura na escola, pretende-se ampliar o conhecimento do aluno na construção de uma subjetividade "a partir de uma experiência estética". Para o professor Cristóvão Giovani, "é necessario se pensar os paradoxos e impasses para se propor uma relação entre arte e educação, entre literatura e escola".
     Essa experiência estética nos conduz a uma ampliação de possibilidades de relação com a natureza, com os outros e consigo mesmo, visto que os sujeitos, observando-os por outro ângulo e estabelecendo outras combinações, criam para si novas formas de vida, compondo outras tramas de existência no bojo de novos valores, novas sensibilidades, modificando-se profundamente neste processo.(FURTADO e ZANELLA,2007).
    Segundo Anne- Marie Chartier, "os professores podem ser de grande valia para despertar a curiosidade intelectual (...) incitando os alunos a ler (...) com o propósito único de se distraírem. O essencial é despertar o gosto pela leitura".
    Pensar literatura é pensar na linguagem em sua máxima expressividade. Ao lermos um texto literário entramos em contato com diversos saberes, desde científicos, históricos e sobretudo linguísticos. Dessa forma, as leituras são o território mais fértil para a construção de uma subjetividade.
    É importante que possamos cultivar o hábito da leitura desde a mais tenra idade. Podemos ampliar esse conceito para além da literatura especificamente. Com o advento da fotografia, do rádio, do cinema e da televisão, as possibilidades de informação se ampliaram assustadoramente. FURTADO e ZANELLA mencionam o fato de que o projeto de modernidade iniciado no iluminismo envolveu todos os aspectos da vida em sociedade, provocando mudanças, não sem conflito, na busca do desenvolvimento científico, na política, na economia,  filosofia e na administração dos grandes centros urbanos.
    De acordo com Walter Benjamin "Com o advento do século XX, as técnicas de reprodução atingiram tal nível que, em decorrência, ficaram em condições não apenas de se dedicar a todas as obras de arte do passado e de modificar de modo bem profundo os seus meios de influência, mas de elas próprias se imporem, como formas originais de arte. Com respeito a isso, nada é mais esclarecedor do que o critério pelo qual duas de suas manifestações diferentes — a reprodução da obra de arte e a arte cinematográfica".
    Quanto às técnicas de reprodução, Walter Benjamin se refere a "aura da obra de arte". Para ele, a obra de arte se destitui de sua autenticidade " na hipótese da reprodução, onde o primeiro elemento (duração) escapa aos homens, o segundo — o testemunho histórico da coisa fica identicamente abalado".
     Com o advento da fotografia e posteriormente, da imagem em movimento, ou seja, a invenção do cinema, ampliou-se a noção de arte. Segundo Benjamin " O fato de que, a partir do século XIX, tiveram a permissão de serem mostrados a um público considerável corresponde a um primeiro sintoma dessa crise não apenas desfechada pela invenção da fotografia, mas, de modo relativamente independente de tal descoberta, pela intenção da obra de arte de se endereçar às massas".
      Para Rodrido Medina Zagni,  já no contexto da segunda guerra mundial, o cinema se apresenta como " produto acabado do capitalismo, como um bem de consumo de massa, o cinema hollywoodiano tinha compromissos políticos e ideológicos e se articulava diretamente com a política externa dos EUA. Nesse moomento histórico, a arte era usada para controlar a opinião pública em função de um projeto ideológico do EUA em favor da ascensão capitalista.
    Atualmente, com o advento da internet e uma cultura visual em estado latente, o valor subjetivo e estético da linguagem é particularmente comprometido. Em um mundo cada vez mais veloz onde as informações chegam em tempo real, a possibilidade de leituras críticas e mais atentas é muitas vezes inviável. Porém, para não caír no pessimismo,  finalizo com Benjamin, que afirma: "Daí porque as extravagâncias e exageros que manifestam nos períodos de suposta decadência nascem, na verdade, daquilo que constitui, no âmago da arte, o mais rico centro de forças".

Subjetividade , estética e linguagem

A Modernidade apresenta-se como projeto de ruptura com a história e as tradições, ruptura
essa sustentada pelo sonho de uma vida mais ordenada, sob a égide das conquistas da racionalidade, objetivada nos avanços da ciência. Canclini (1990) aponta quatro movimentos básicos que constituem a Modernidade e que ainda estão em desenvolvimento na América Latina. São eles: um projeto emancipador, através do qual se buscou a racionalização da vida social e o individualismo crescente, sobretudo nas grandes cidades; um projeto expansivo, na busca de entender o conhecimento da natureza, a produção, a circulação e o consumo dos bens, configurando a obtenção de lucro, mas também a promoção de descobertas científicas e o desenvolvimento industrial; um projeto renovador, que, complementar aos outros, procura melhorias e inovação incessantes na relação com a natureza, libertando a sociedade de toda concepção sagrada sobre como deve ser o mundo e, renovando, por outro lado, os signos desgastados pelo consumo massificado; por último, um projeto democratizador, que confia à educação a difusão da arte e os saberes especializados para obter uma evolução racional e moral.

A idéia que sustenta a criação em arte urbana é de que a cidade, como destaca Certeau (2000), é discurso humano, é uma construção social e histórica que comunica, modifica-se, extrapola qualquer tentativa racional de planejar as etapas, de compreendê-la como a uma máquina. O ser humano que nela habita não é somente um ser da razão, mas ser criativo, que estabelece relações afetivas, imaginárias e estéticas com o entorno urbano, construindoo e constituindo-se nele, relacionando-se com as pessoas tendo esse entorno como contexto. Portanto, é possível e fundamental pensar em uma outra comunicação desse ser humano com o espaço e em um outro trajeto do olhar sobre o mesmo, resgatando o lugar em seus detalhes, naquilo que oferece ao sentimento de participação, de fazer-se junto no diálogo urbano, implicando as pessoas nesse processo. A arte ali está para ser vista, para suscitar emoções em quem passa e, por que não dizer, fazer emergir outros e diferentes discursos visuais, imagens outras que venham a significar a imagem mostrada e provocar nossa forma já acostumada de ler o mundo e decifrar as imagens que nele se saturam

Certamente não cabe à arte resolver problemas sociais, mas ela pode promover relações estéticas na tessitura urbana e engendrar, a partir dessas relações, reflexões éticas e políticas. Não cabe à arte suspender as diferenças que coexistem no entorno urbano e viabilizá-lo como um museu aberto, mas criar novas tramas urbanas com a arquitetura, com as paisagens e as pessoas. Acredita-se que a arte urbana pode promover experiências estéticas capazes de modificar os modos de ser e ampliar as relações que se estabelecem com o espaço, constituindo o que Argan (1993) chama de sentimento de cidade
                           Oração a Santa Ana
    Santa Ana gloriosa, mãe da mãe de Jesus
minha alma não será ingrata aos vossos favores.
Mãe amorosa, socorrei-me nos trabalhos desta vida.
Tesouro de paciência,,
 inflamai-me com vossa virtude e casta paciência.
Mãe cuidadosa, protegei-me contra o poder do mal.
Socorrei-me em minha fraqueza, dando-me virtude,
perseverânça e firmeza.
Amén

sábado, 19 de maio de 2012


                                            Escravidão moral
 Márcia Jardim                                                                                        
   "Quanto menor a criança, menos foco ela tem e mais influênciavel ela é".Essas palavras de Yves de la Taille me fez pensar o quanto é essencial o cuidado com a formação de uma criança para que ela se torne um adulto com consciência crítica, com liberdade de expressão, com um caráter à prova de corrupções e influências perversas, entre elas a aderência à sistemas escravizantes, como o capitalismo, o consumismo e toda espécie de ismos que turva nossa sensibilidade, nossa capacidade de sermos seres autônomos e livres.
       O romance Farenheit 451 parece ilustrar bem a intenção das redes de comunicação: tornar seus seguidores apáticos, incapazes de questionar o sistema, pois já nascem submetidos a ele. As pessoas acabam  levando uma  vida vazia e sem sentido. É uma nova espécie de escravidão: a escravidão moral.
      Somos seres assujeitados, e daí vem toda a problemática da atualidade. Não questionamos o sistema, nos deslumbramos com todo o aparato tecnológico, somos seduzidos sem oferecer nenhuma resistência. As crianças já nascem inseridas nesse processo e não temos meios e nem forças suficientes para conduzir sua formação moral fortalecida contra todo esse aparato, visto que tudo é controlado por interesses de grandes corporações, canais de tv que disputam audiência e apelam de todas as formas possíveis para ter nossa atenção.
       Para os poucos que de alguma forma conseguem escapar do sistema  e ainda se preocupam em guardar aquilo que torna os seres humanos melhores e maiores, como defende o romance Farenheit 451, a luta se assemelha ao episódio bíblico da luta entre Davi e Golias; propõem a proibição de propagandas para crianças pois elas são mais vulneráveis. Em contrapartida, essas crianças acabam sendo o público alvo justamente devido a essa vulnerabilidade.
      Se nossas crianças se desenvolvem com essa fragilidade moral, sujeitas ao sistema desde tenra idade, a luta contra a desvalorização do humano se torna  cada vez mais enfraquecida e assistimos em grandes telas em 3D a nossa própria decadência.
      A preocupação dos personagens de Farenheit 451 em preservar a memória para servir  de espelhos nos quais todos  podem voltar a se observar longamente é uma imagem bastante animadora; a luta não pode ser dada como perdida. O ser humano possui uma riqueza e uma complexidade imensa e não serão sistemas sofisticados de escravidão que irão destruir o que possuimos de mais valioso: a nossa própria essência, o que nos constitui humanos.
       Para tanto, investir em educação de qualidade, de comprometimento, é uma ferramenta de valor incalculável. As mesmas ferramentas que escravizam podem ser utilizadas como instrumentos de libertação.  





terça-feira, 1 de maio de 2012

querido diário

  Querido diário, 
Então é isso. .Fica resolvido então que vc é um diário. Um diário assim que não é tão somente para mim. Digamos que vc pretende ter um teor literário para  satisfazer uma pretensão de sua dona. Não te divulgarei porque não é de meu feitio ficar oferecendo por aí minhas confidências; mesmo pq não sou de confidências pois minha vida é muito sem acontecimentos íntimos; passei dessa fase, Dieu merci.
  Mas para não cair em uma subjetividade absoluta e sem sentido, e outra, diário é para se contar 
sobre o nosso dia, te digo que hoje foi um dia que correu tão naturalmente como as águas correm para o mar; não pense que isso o tornou insosso, pelo contrário...
  Preferi fazer meu próprio almoço ao invés de sair para almoçar. Claro que gerou afazeres, essa opção, mas tb trouxe um dia tranquilo e agradável, sem ter de me submeter a olhares e julgamentos, análises e conclusões, ou mesmo indiferêncas. Foi ótimo. Me poupei bastante.
  Para não passar toda a jornada sozinha - o risco de se habituar pode torná-lo um antissocial completo -decidimos, eu e o filho, dar uma volta. Eis que algo acontece.Coisas incríveis acontecem do nada; é como se vc estivesse o tempo todo se preparando pra isso.
   Encontros, contatos, som, imagem e ritmos.

domingo, 29 de abril de 2012

                         Tecnologia, cultura e educação

       Ano passado participei de um curso, na verdade um estudo que chamamos " prática audiovisual na sala de aula. Por fim, acabei relacionando essas práticas à "tecnologia, cultura e educação",  nessa ordem, pois entendi que estão totalmente interligadas. A tecnologia é um avanço da humanidade.Desde o advento da fotografia, das imagens em movimento, que o homem busca esse avanço tecnológico.
      A ementa do curso aborda exatamente os conceitos para os quais devemos nos voltar em busca dessa tão urgente "inclusão digital". Devemos estar atentos às mídias e sermos capazes de fazer leituras críticas, saber selecionar e organizar conteúdos, uma vez que dispomos de uma gama imensa de produtos, tanto no que diz respeito às ferramentas quanto às produções.
     A preocupação dos autores com relação à questão mercadológica é muito pertinente. Devemos estar atentos para não nos tornarmos vítimas das exigências de mercado.  No "ensaio sobre a educação á distância no Brasil", da autora Maria Luiza Belloni, me chamou a atenção a questão dos "bolsões tecnificados", onde as desigualdades podem ser ainda mais agravadas com os avanços tecnológicos, colocando desafios imensos para a educação no que diz respeito à construção da subjetividade, desenvolvimento crítico e senso estético de educadores e educandos, uma vez que estamos todos envolvidos neste processo.
      Interssante a escolha do texto selecionado nos parâmetros curriculares. A  arte   tem o poder de sensibilizar, de desenvolver a subjetividade, a estética e a consciência crítica. É, na minha opinião, a arma mais poderosa que dispomos, sobretudo nessa era em que o homem se vê ameaçado pela máquina.
   
   

domingo, 15 de abril de 2012


                            Pirenópolis , 15 de abril de 2012

Excelentíssimo Senhor Ministro,

         Venho através desta, por intermédio da EAD (ensino a distância), tratar de assuntos relacionados à inclusão digital, tema de extrema seriedade no momento, visto que a inclusão digital não é somente o acesso aos equipamentos mas também toda a problemática que envolve seu uso de forma apropriada e consciente, de modo que funcionem a nosso favor,   contribuindo com a nossa formação e nossa independência através dos benefícios que a cultura digital proporciona.
            Gostaria de comentar a propósito de uma entrevista do Sr. Ministro Fernando Haddad, em que ele disse que nós professores, a princípio, deveríamos fazer o arroz com feijão bem feito para impulsionar a educação. Isso foi a  algum um tempo, creio que no início de sua primeira gestão.  Lembro-me que era um momento delicado  e que medidas urgentes eram necessárias, questões presentes até o momento.
           A inclusão digital pressupõe certas medidas relativa s à educação.  Precisamos preparar nossas crianças com o sentimento de cidadania,  de consciência  crítica, valores humanos e até questões estéticas, pois  somos  enxovalhados  com produtos  culturais que são verdadeira afronta ao bom gosto  e à inteligência.
            É necessário medidas que diminuam os abismos da desigualdade social para que os mesmos não sejam ainda mais acentuados  com a exclusão digital, pois bem sabemos que vivemos a era do conhecimento e da informação e esses são pressupostos básicos para o progresso da sociedade. Sabemos ainda que esses recursos facilitam o acesso do cidadão ao mercado de trabalho e ao exercício da cidadania.
           Vivencio questões muito peculiares na cidade em que exercito minha função de educadora, pois trata-se de uma cidade turística. Os moradores  se deparam  com pessoas de diversas partes do mundo e sentem-se acuados. Os jovens são muito desinteressados pelo conhecimento e vivem um deslumbramento tecnológico, ao qual o acesso é muito facilitado. Em contrapartida não tem uma visão crítica a propósito de produções culturais, pois não participam  nem mesmo se interessam  pelo que a cidade oferece de interessante, como a feira literária(FLIPIRI), Canto da primavera, entre outras oportunidades que acabam acuando o morador, pois a presença do turista é massiva nesses momentos.
            Compreendo,  Senhor Ministro, o quão delicada é a questão da Educação, pois ela é sem dúvida o pilar fundamental de uma sociedade  desenvolvida.  Sei quantos desafios enfrentam os envolvidos nesse processo; na verdade, todos são envolvidos.
           Não sei se Vossa Excelência lerá esta carta que pretende chegar a vossas mãos, mas espero que políticas eficazes sejam desenvolvidas sem interrupção para que o processo avance. Desejo sabedoria e tranquilidade para que possas cumprir a missão que vos foi destinada.

                                                   Com respeito,
                                                               Profª  Márcia Jardim
       

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Aula de francês - Tiê

http://youtu.be/7FuQBkT7LN8

REDENÇÃO:romance em três atos


 Não dá mais para adiar. Não importa se ao redor reina uma grande agitação que não dá espaço a nenhum pensamento, que dissipa toda atenção e desestimula o começo do trabalho; porém não é lícito alimentar a preguiça aproveitando para adiar mais um pouco o que era pra ontem.

Chega um momento em que você precisa se justificar antes de tudo a si mesmo. Suas atitudes e seu comportamento é questionado e você compreende que se realmente pretende fazer algo não pode mais adiar. Tudo se dissolve no ar com as palavras que não se permitem fotografar, como dizem as análises dos discursos. Restam somente impressões que o tempo apaga sem demora, dada a sua transitoriedade; já que as palavras não se permitem fotografar, é preciso tentar desenhá-las.

Por onde se começa uma história? Pelo começo, dirá quem venha a ler estas linhas simplórias, quase vazias. Mas começar uma história que nunca foi contada é um pouco menos simples, mesmo porque o leitor costuma ser exigente e o contador deseja ser merecedor de sua atenção.

É inegável que desejamos ser ouvidos, compreendidos, queridos pelo nosso grupo, por aqueles que nos acompanham, nos auxiliam, completam o sentido da nossa existência e compartilham conosco emoções e experiências. Quando esses sentimentos ameaçam deixar de existir ou mudar seu verdadeiro sentido, nossas atitudes e opiniões parecem incoerentes para nós mesmos e ameaça o deturpar a intenção das nossas ações.

Vivemos o tempo das incertezas. É quase proibido ter segurança nos dias atuais. É egoísta, irresponsável até. Confiança, harmonia, estabilidade, são quase sinônimos de alienação. Ninguém é alienado, todo mundo é bem informado e você é conduzido inevitavelmente à desconfiança. Dessa forma nos situamos na nossa realidade tão complexa e imprevisível.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Da cultura das mídias

  • Da cultura das mídias à cibercultura

    O artigo da professora Lucia Santaella nos dá uma visão muito lúcida sobre o advento da cultura das mídias, que vai de encontro a sua ideia de que os intelectuais, pesquisadores e mestres devem "se dedicar a tarefa de gerar conceitos que sejam capazes de nos levar a compreender de modo mais efetivo as complexidades com que a realidade em mutação nos de...safia".
    Quanto aos tipos de formações culturais às quais se refere: a cultura oral, a cultura escrita, a cultura impressa, a cultura das massas,a cultura das mídias e a cultura digital, ela traça um breve panorama da evolução da comunicação humana e os avanços e desafios que enfrentamos em cada uma dessas etapas. Se mídias são meios e o que importa é a mensagem e a intenção comunicativa, os reajustes nos suportes são naturais no processo evolutivo tanto do homem quanto das ferramentas que ele utiliza. Porém, uma formação cultural não isola a outra, mas se complementam.
    A cultura das mídias, sendo uma cultura intermediária, nos garante o livre acesso às informações, nos permitindo escolher aquilo que nos convém, que melhor atenda as nossas necessidades comunicativas.
    O que mais me agradou no posicionamento da professora foi sua opinião com relação à arte e aos artistas. É aí que se confirma toda sua contribuição e lucidez. Se os artistas "sabem sem saber que sabem", convém estarmos conectados com esses criadores e procurar entender,valorizar e até mesmo acompanhar e sermos críticos em seus processos criativos. Sabendo que a sensibilidade e a intuiçao são qualidades salvadoras, convém alimentá-las para, nesse processo de mutação, não perdermos aquilo que temos de essencial.
  • O tempo não é a medida

  • Na coleção de 230
  • O tempo não é uma medida. Um ano não conta, dez anos não representam nada. Ser artista não significa contar, é crescer como a árvore que não apressa a sua seiva e resiste, serena, aos grandes ventos da primavera, sem temer que o verão possa não vir. O verão há de vir. Mas só vem para aqueles que sabem esperar, tão sossegados como se tivessem na frente a eternidade.
    Rainer Maria Rilke

    perfis




    sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

    Questões sobre a entrevista com Laymert

               Atividade proposta elo curso de Especialização em Midias na Educação

                  Questões sobre a entrevista com Laymert Garcia dos Santos

    1) Quanto ao processo de transformação ao qual Laymert Garcia se refere, ele fala de uma reconfiguração do entendimento do humano. De que forma podemos relaçionar essa ideia com o advento do pós-humano, termo frequentemente utilizado pelos estudiosos da área?


    2)Se a sociedade brasileira talvez não esteja preparada para acompanhar essa nova era cultural enquando a sociedade indígena o faz, ou seja, conseguem associar técnica com  emoção,  espiritualidade, a relação com a natureza, pode-se dizer que temos uma relação puramente técnicista com a cultura cibernética? O deslumbramento se dá somente pelas ferramentas e não pelo uso que poderiámos estar fazendo?


    3)Como poderia acontecer essa recombinação a qual ele se refere com relação à temporalidade, para que acompanhemos esse processo evolutivo?